segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Meu Rock In Rio e Show do Guns 2017

Tudo bem vou direto ao ponto hj pois com certeza isso vai virar um textão daqueles...
Em 1985 eu tinha 6 anos de idade (na verdade considerando que o Rock in Rio era realizado em janeiro ainda tinha 5), pois é claramente não sabia nem o que era um Festival de Rock nessa época (e olha que morava no Rio), mas em 1991 com 11 para 12 anos já tinha total noção do que era Rock e já curtia muitas bandas...Só que naquela época tudo era muito diferente de agora, tudo era mais difícil, lembro perfeitamente que na minha casa não tinha MTV e sempre ia para casa da minha amiga Milena para ficarmos juntas assistindo ao canal, que era a sensação do momento pois era o jeito mais fácil e o mais próximo de contato que conseguíamos ter com nossas bandas favoritas, principalmente as internacionais, lembro que a irmã mais velha dela curtia Metallica e eu estava ali deslumbrada com Guns n' Roses...
Minha migração musical aconteceu assim...Balão Mágico/Trem da Alegria para XUXA, de XUXA para New Kids on the Block e aí veio o Guns... Foi avassalador, não pensava em outra coisa, queria revistas, posters, fotos...(mas como falei, as coisas não eram tão fáceis e tb eram bem mais caras).
Lembro de um certo dia, ter ido a casa de meu primo Wayner e ele estar ouvindo Faroeste Caboclo em seu novo Micro System (foi meu primeiro contato com a música Faroeste) e não pensei duas vezes enchi o saco dos meus pais até ganhar um som daqueles, achei o máximo a ideia de poder apertar PLAY, RACK /PAUSE e ficar esperando para gravar as músicas e ouvir na hora que quisesse...
Enfim depois de um tempo convenci meu pai a me dar os fitas cassetes dos Ilusions... Sim, eu tinha as fitas cassetes originais e isso era um prêmio daqueles, tinha um ciúme profundo daquelas fitas e me aterrorizava  a possibilidade de algo acontecer com elas... A partir dali nunca mais parei de ouvir GUNS, claro que em alguns momentos diminuí um pouco a frequência pois foram surgindo outras bandas, falo um pouco disso nesse post 6 On 6 de DEZEMBRO
Mas o fato é que, quando via os Shows da Banda na TV e principalmente no Rock in Rio de 91 pensava, minha mãe nunca vai me deixar ir nesse lugar (na minha cabeça daquela época, seria uma adolescente para sempre, apesar de meu espírito continuar sendo de adolescente)... Ou pensava, será que um dia na vida verei esses caras? Parecia completamente impossível...Um sonho totalmente utópico... Muito tempo se passou desde então!!
Em 2001 quase fui ao Rock in Rio, estava inclusive no Rio na época para a formatura da Angela minha querida amiga, minha prima Daniele e outros amigos conseguiram ir no dia do Red Hot e eu estava sonhando com isso pois foi o ano que Otherside estourou e passamos o verão inteiro ouvindo essa música, mas infelizmente não consegui ingresso... Sabe aquele sonho que fica escondido dentro de vc e vira e mexe aparece pra te dar uma cutucada e lembrar que vc está viva, então, Rock in Rio pra mim era mais ou menos isso, sei lá, um sonho que sempre esteve ali mas parecia meio impossível eu sei lá pq...
Já contei para vcs por aqui naquele mesmo post que citei aí em cima que quando fiquei sabendo da reunião da banda e turne do Guns, dei uma surtada mas por motivos pessoais não consegui ir e mais uma vez a possibilidade de vê-los se tornou um sonho utópico...Praticamente um "NOT IN THIS LIFETIME"
De repente começam os rumores de que viriam ao Rock in Rio...parecia um aviso do tipo, isso é a sua chance...mas duvidei que viriam pois tinham acabado de passar por aqui com a turne e não quis me empolgar...
Quando de repente, o tio Medina faz aquele suspense ao deixar o bendito do dia 23/09 um tempão, ali vazio sem confirmar nada e apenas mais rumores...Cara na real, quando saiu o confirmação do Show senti um aperto no peito do tipo tem que ser agora, tem que ser dessa vez...Comecei uma busca frenética de todas as possibilidades para não ficar fora desse evento, precisava realizar esse sonho...
Agradeço muito ao Mau, meu marido por ter embarcado nesse sonho que afinal era muito mais meu do que dele... Ele curte muito mais o Red Hot e The Offspring, por ele com certeza teríamos ido no dia 24, mas não dava para irmos nos dois dias...então, parceiro do jeito que ele é, viveu cada momento comigo, aguentou meu falatório, minha agonia para conseguir os ingressos, para organizar tudo, ouviu de forma atenciosa minha incansável empolgação durante todo esse processo...
E lá estávamos nós realizando dois sonhos em um...Tudo bem algumas pessoas lerem isso e acharem ridículo, afinal o Rock in Rio hj não é mais o que era, alguns vão dizer...mas esse foi o meu Rock in Rio, ou melhor o meu Rock in Rio com Show do Guns que já foi declarado pelo Festival o maior Show de toda a história do RIR  (melhor impossível), aquele que eu via na TV e pensava que nunca ia realizar, aquele sonho impossível, aquele que minha mãe nunca ia me deixar ir...
Certas coisas nos causam um turbilhão de emoções tão grande que é difícil descrever...O que aconteceu foi que chorei...chorei mesmo, não tenho vergonha de dizer...Sabe máquina do tempo, foi isso, pois quem estava ali era aquela menina com seus 13 a 15 anos, aquela que ouvia Don't Cry como tema de sofrimento para amores platônicos não correspondidos no colégio (E cara, eles não estavam tocando essa música nessa turne e de repente Axl começa a cantar, lá pelas tantas e eu quase caí para trás), aquela adolescente que ouvia Cold Be Mine sentada dentro do armário se achando a mais rebelde de todos, aquela que a mãe entrava desesperada no quarto mandando abaixar o som muito alto com Paradise City estourando os tímpanos... Se a Juliana lá de 93/94 soubesse que um dia ela iria em um Show do Guns em...
E de repente ouço assovios...Sim eles tocaram Patience, me lembrei do clipe que assisti por incansáveis vezes e as minhas lágrimas e as de muita gente em volta rolaram...(Pena que minhas fotos noturnas não ficaram muito boas, mas na memória está tudo perfeito e assim vou guardar esse momento para sempre!!)
Essas coisas de ídolos não tem muita explicação, a gente simplesmente gosta muito e se emociona sim quando consegue estar próximo deles,  realizando sonhos, enfim, o GUNS tocou quase 4 horas, vcs tem noção disso?? Quase 4 horas de Show da banda que vc ama, banda que tinha acabado de forma tão precoce, aquela que voltou das cinzas e vc simplesmente conseguiu ver o Show mais longo que os caras já fizeram até hj... Sem explicação, apenas GRATIDÃO!!
E que venha o Rock in Rio 2019 e mais Shows do GUNS e tantos outros, pois em quanto eu tiver pernas, disposição e claro uma verbinha kkkkk... Esse evento tem presença confirmada no meu coração!! Vida longa ao ❤ Rock in Rio e ao GUNS 
Beijokas Estaladas e fica por aí que em breve tem mais post!!

6 comentários:

Kleber Varejão Filho disse...

Ju, eu vi pela TV e acho que assistimos mais um capítulo da história do Rock diante dos nossos olhos. Confesso que estava mais interessado em ver The Who do que o Guns, mas a apresentação impecável dos setentões e banda me deu mais ânimo para continuar sozinho diante da TV, já que Dri e João Pedro já estavam entregues aos encantos de Morfeu. Quando o Guns começou a tocar aconteceu exatamente o que escreveu no post, imediatamente as memórias das experiências vividas ao som deles se fazem presentes e parece que somos transportados para um hiperespaço no qual só existe aquele instante.
Porém, da sala e sem a energia da plateia na qual você estava algo me incomodava absurdamente: o som era igual ou melhor do que o ouvido na adolescência e início da juventude, mas a voz de Axl, que no início do ano achei incrível no AC/DC, não era a mesma e tinha um problema ali que transbordava até mesmo pelos olhos do cantor. Foi quando lembrei dos problemas vocais dele e da luta para conseguir voltar a cantar.
Em alguns comentários cheguei a ser injusto com mr. Axl Rose criticando sua forma de cantar. Depois, refletindo, consegui enxergar o que a visão nublada no momento do show não me deixou ver: estava ali não só o cantor, o profissional, mas Axl Rose que com todos os seus problemas se esforçava ao máximo e dava o seu melhor para render homenagens aos milhares de fãs que o assistiam quer in loco, quer pela TV. Se fosse mais um artista afetadinho da nova geração simplesmente teria dado uma desculpa qualquer e cancelado a apresentação, mas ele não: cumpriu seu dever de artista e demonstrou de maneira ímpar seu amor ao público e nos brindou com um show magistral, digno de entrar para a história do Rock.
Hoje admiro ainda mais Axl Rose pelo que foi e, principalmente, pelo que é com todas as falhas e virtudes.
Salve Axl! Salve Guns! Salve o Rock!

JuJu Sardenberg disse...

Meu amigo, vc não tem noção da emoção o que aconteceu nesse Rock in Rio, nesse Show foi surreal, claro que a voz do Axl não é mais a mesma, afinal nós não somos mais os mesmos!!
Mas foi emocionante, foi lindo ver a banda quase original, foi lindo ver a emoção no rosto deles, foi lindo ver o Show de quase 4 horas com músicas que marcaram uma geração e vão continuar sendo escutadas para sempre!!
Sei lá me emociono só de pensar e é isso aí salve Axl por tudo que ele foi e é e pela garra de trazer o Guns de volta e por todos eles juntos e enfim...VIDA LONGA AO GUNS!!!!

Nara Borgo disse...

A melhor coisa é poder realizar sonhos! Feliz por vc!
Eu também estava lá e já senti isso! Bj

JuJu Sardenberg disse...

Foi lindo né? Que experiência maravilhosa, para mim que sou super saudosista foi muito emocionante, estilo máquina do tempo mesmo! Bj!

Jacqueline Navarro disse...

Este relato sou eu!!!
Fiquei encantada com tudo também. A máquina do tempo se fez presente. Não me importei se a voz era ou não a mesma. O que foi importante era o Guns estar ali e fazer o show. O maior presente nós recebemos. Espero 2019 de novo! Obrigada por compartilhar sua emoção.

JuJu Sardenberg disse...

Pois é né Jacqueline realmente o Show foi muito emocionante, e claro que a voz dele não é a mesma, nós tb não somos, mas e daí???
O que importa é que o GUNS está vivo e nos trazendo todas essas boas emoções!!
Bjuss e volte sempre!!